CONTABILIDADE ONLINE – MITO OU VERDADE?
- ContSim
- 19 de nov. de 2019
- 2 min de leitura

Nossos escritórios de contabilidade iniciaram o uso dos computadores através do processamento de folhas de pagamento e contabilidade de seus clientes em birôs de processamento de dados. Os serviços recebidos dos clientes eram planilhados à mão e enviados aos birôs que processavam os relatórios (naqueles formulários contínuos zebrados).
O próximo passo, foi a aquisição de microcomputadores pelos escritórios que, assim, passaram a ter seus próprios centros de processamento de dados.
Com a rápida evolução dos computadores os contadores e seus auxiliares abandonaram as canetas, máquinas de escrever, calculadoras, e passaram a executar os serviços diretamente nas máquinas.
Depois, os computadores também passaram a se comunicar com os clientes através de e-mail, chats e outros programas.
Sistemas de Contabilidade, Folha de Pagamento, Tributos e outros aplicativos, muitos deles integrados, automatizaram e disponibilizaram os serviços nas duas pontas – Cliente e Escritório de Contabilidade.
Os órgãos públicos, em quase todas as esferas, também fizeram grandes avanços e passaram a se comunicar com os Contribuintes através de programas aos quais seus contadores têm acesso certificado.
O trânsito de documentação física entre cliente, escritório e órgãos públicos diminuiu drasticamente, tanto que, a figura do office-boy, tão emblemática até poucos anos nos escritórios de contabilidade, praticamente desapareceu.
Feito esse breve histórico, resta constatar:
A verdade – A evolução transformou todo Escritório Contábil em serviço online.
E especular sobre o que parece estar contido nela:
O mito – Todo serviço contábil cabe no conceito online.
Na nossa opinião, depende da abrangência dos serviços contábeis e do que se considere “online”. Se o Cliente necessita esclarecer uma dúvida por telefone, seu escritório o atende e esse canal é considerado online, o conceito está mantido.
Não será o caso se o mesmo ocorrer através de reunião presencial demandada pelo cliente ou em qualquer outro contato necessário que não possa ser assim definido. É de se perguntar se o uso da expressão “online”, tão explorada atualmente na nossa área de atuação, não está assumindo uma importância maior que a devida.
Talvez a evolução de nossos serviços não comporte a substituição do tradicional trinômio “preço, prazo e qualidade”, por esse chavão mais vazio ainda.
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